Mapas, aplicativos móveis e a nuvem: Transformação Digital e as Engenharias

CEREDA JUNIOR, A. Mapas, aplicativos móveis e a nuvem: Transformação Digital e as Engenharias. Revista Digital de Engenharia da APEAESP, no. 3; setembro a outubro de 2017

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Acesso Revista Online.

 

RESUMO

Pode até parecer mais, afinal vivemos a era das informações em alta – e instantânea – velocidade, mas há aproximadamente um ano as principais praças, parques e áreas públicas em cidades de todo Brasil foram ocupadas por cidadãos que, em mãos, levavam consigo mais do que um guia ou caça-tesouro digital.

Conhecido por utilizar complexos sistemas computacionais móveis, com dados geográficos e de localização via GNSS (GPS, GLONASS) integrando vias, quadras, pontos de interesse, como restaurantes, shoppings centers, igrejas, e consumindo/atualizando informações de campo em tempo real por meio de computação em nuvem (cloud) com realidade aumentada, este poderia ser um conjunto de novas ferramentas para Gestão Municipal, a solução para Indústria e Campo no Agronegócio ou novos horizontes para empresas buscando entender e atender seus mercados; mas trata-se de um jogo/aplicativo (app) para smartphones.

O Pokémon Go!, da Niantic/Nintendo, não ‘invadiu’ somente os locais citados, mas também levantou opiniões e artigos em todos os meios (de grande alcance, como o Estadão, aos especializados como o portal Exame) sobre o uso da informação, privacidade, realidade aumentada, cloud, jogos eletrônicos e novos modelos de negócio neste, aparentemente, novo mercado de “tecnologias de/com localização”.

Contudo, tal holofote sobre as tecnologias utilizadas no jogo, baseadas no que se convencionou chamar de geotecnologias ou, conceitualmente, geoprocessamento, trouxe principalmente às Engenharias, Ciências aplicadas, Gestores e Cidadãos Inovadores, o momento para discussão e ação, de maneira mais ampla, da Inteligência Geográfica em suas múltiplas dimensões, com mudanças na forma que planejamos e agimos sobre o Território, alavancando novas oportunidades.

A Transformação Digital já é realidade e os profissionais cujo contato ou formação em tais (geo)tecnologias tenha se dado nas últimas décadas e que, porventura, não acompanharam suas recentes transições e novos paradigmas, como o WebGIS e o Geodesign, devem quebrar pré-conceitos.

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O poder do “Geo” no Pokémon GO

Observação importante: este texto, originalmente, foi publicado em versão ‘artigo’ em Geração SimCity, Minecraft, Pokémon GO… não! A emergência da Sociedade “Geo” de 16 de julho de 2016.


Capa 68 Geografia Conhecimento Prático
CEREDA JUNIOR, A. O poder do “Geo” no Pokémon GO. Conhecimento Prático: Geografia, São Paulo: Editora Escala, edição 68.

Sobre o autor.

O advento de novas tecnologias sempre traz o que podemos chamar de “quatro ‘des’” desconfortos, desajustes, desafios. E, a cada semana, parece que temos a descoberta, principalmente pela mídia, de temas que estão cada vez mais ligados à Geografia. No entanto, nesta semana, a proporção foi na casa de milhares, em todos os aspectos.

O Pokémon GO, app que ‘acaba’ de chegar ao Brasil, já conquistou grande atenção da nossa imprensa e usuários na internet, sendo, nos últimos dias, o assunto mais procurado em indexadores e discutido em redes sociais.

Em uma era de disputa de hardware e software, cloud e SaaS, entre Sony e Microsoft, a Nintendo mais uma vez se reinventa com o novo app, o Pokémon GO, utilizando o que a Geografia oferece de melhor como experiência para interação das pessoas, por meio de uma experiência que vai muito além do mundo virtual.

O filósofo Pierre Lévy afirma: “O digital e uso intensivo de computadores e redes proporciona uma nova dimensão de interação economicamente e socialmente tangível. O virtual redefine as noções de tempo, espaço e a própria noção de conhecimento”.

ENTRETANTO, O QUE ISSO QUER DIZER NA PRÁTICA?
Podemos até não perceber, mas, a cada dia, a cada novo game ou app, a Geografia está mais presente do que nunca, não apenas no seu sentido cartesiano de coordenadas, mas também dando vida e transformando tudo o que circunda a nossa sociedade.

Estamos vivendo uma mudança de cultura, e não somente uma moda, ou mesmo “geração X, Y, Z, SimCity, Minecraft…”. Sim, eu sou da “Geração SimCity”: planejamento, gestão, zoneamento, ordenamento territorial, mapas. Essas são as palavras- -chave de grande parte de meus artigos de mestrado/doutorado, mas também poderiam ser classificações do próprio SimCity. Zonas, quadras, análise de falta de bombeiros ou polícia, indústrias poluidoras nos limites da tela…

Esta nova “Geração Minecraft”, inundada de vídeos no Youtube, revistas e livros nas bancas e “até” na TV, constrói novas dimensões espaço-territoriais. De um lado, continuo a ouvir de alguns pais – e professores – que o Minecraft não faz sentido; contudo, há outros que conseguem vislumbrar algo mais do que “aquele joguinho estranho de blocos ao qual eles vivem jogando e assistindo”, como a Microsoft, que comprou a empresa criadora Mojang por US$ 2,5 bilhões.

Graças ao exponencial avanço tecnológico, vivemos em uma sociedade em rede, ágil e conectada. A cada dia, estamos nos apropriando mais e mais de ferramentas simples e acessíveis, como esses apps que revolucionam nossa forma de viver. Este é o caso do Pokémon GO, fruto do seu tempo-espaço.

… a Geografia está mais presente do que nunca, não apenas no seu sentido cartesiano de coordenadas, mas também dando vida e transformando tudo o que circunda a nossa sociedade.

De qualquer modo, vale destacar que apesar do boom deste app, os Sistemas de Localização e os Sistemas de Informações Geográficas já vêm sendo usados há décadas por especialistas, ou mesmo #GeoGeeks em ferramentas desse tipo que visam a aproximar pessoas baseadas em dados geográficos. E notem como eles modificam nossa sociedade, trazendo, por exemplo, impactos na saúde pública – como o Tinder, um app tão geográfico quanto o Pokémon GO, responsável por, ao menos, seis surtos de sífilis na Grã-Bretanha.

É por isso que, para muitos, a novidade é “ser Pokémon”, mas a realidade é que jogos deste tipo já existiam até mesmo no Garmin eTrex, ainda sem realidade aumentada, mas com labirintos virtuais e outros.

Conforme apelidou o professor Rui Azevedo, na atual era da “Sociedade da Inteligência Geográfica”, ou “Sociedade Geo”, interagimos com dispositivos e sistemas integrados e interligados por meio de redes de informações, em que a relação não é somente homem-máquina, mas uma relação cidadão-sociedade-tecnologia, na qual é possível a utilização de smartphones, redes sociais e colaborativas, softwares e aplicativos de baixo custo, ou mesmo de padrões abertos.

ANÁLISE ESPACIAL 
Se, antes, falar sobre Geoprocessamento, SIG, Sensoriamento Remoto e Sistemas de Localização (como o GPS) era algo complicado, que envolvia entender sobre configurações de hardware, software e estava restrito a um pequeno número de superespecialistas, hoje, as tais tecnologias estão cada vez mais intuitivas e disponíveis no dia a dia de qualquer cidadão que acompanha desde a previsão do tempo até a criação de rotas de suas viagens, bem como das empresas e dos governos que devem se apropriar delas para o entendimento e a tomada de decisão e de ações territoriais.

Entretanto, como vamos nos apropriar dessas tecnologias ligadas à chamada “Análise Espacial”? Vivemos um momento que não poderia ser mais propício. Isso porque a multiplicidade de sistemas e de sensores remotos, a facilidade no uso de ferramentas cartográficas e a necessidade do homem em ser, estar e se localizar nos permitem usos e abusos do Geoprocessamento.

A Geografia das Coisas, na Era da Consumerização e da Transformação Digital, vai muito além da Internet das Coisas: não estamos falando somente de uma rede de sensores e dispositivos interligados. Estamos falando de uma nova forma de viver, na qual não apenas estamos inseridos literalmente no espaço, como também esse mesmo espaço modifica a nossa forma de viver.

Surfando na onda do Pokémon GO – Oportunidades Estadão

Sua Oportunidade – Blog Caderno Oportunidades Estadão
11/09/2016

Por Cris Olivette. Leia a reportagem completa aqui.

Quer saber mais sobre Pokémon Go? Explore.

Tecnologia. Diretor da empresa que desenvolve soluções de inteligência geográfica chamada Imagem, Abimael Cereda Junior afirma que o Pokémon Go é uma oportunidade. “Não especificamente o uso do jogo. Mas ele está revelando às pequenas e médias empresas algo que antes vinha sendo usado somente por grandes companhias, que é a utilização do geomarketing.”

Segundo ele, a moda do jogo em algum momento vai passar. “Mas o que não pode passar como oportunidade para os empreendedores é o uso do geomarketing, também chamado de inteligência de mercado, que une a área de geografia e suas tecnologias como satélite, realidade aumentada e sistema de localização. Antes, essas ferramentas eram caras e complexas.”

Abimael Cereda Junior, Ciência & Tecnologia Imagem

Abimael Cereda Júnior, diretor da Imagem

Cereda Júnior diz que a popularização de smartphones, sistemas de localização como GPS e de sistemas ligados à internet, tudo está na palma da mão das pessoas. “Essas tecnologias utilizadas no jogo, também estão disponíveis para as empresas. Existem soluções de baixo custo que podem fazer parte da realidade do negócio para saber onde estão os clientes, em que local pode vender mais, que tipo de produto deve ser comercializado, além de poder colher a opinião dos consumidores.”

Ele afirma que o jogo está servindo para popularizar tais ferramentas. Elas estão disponíveis não apenas para caçar bichinhos virtuais, mas também para encontrar clientes, concorrentes e identificar novos pontos de mídia. É uma evolução no processo de negócio.

Jogo inspira a criação caça-promoção

Atuando na Imagem, empresa especializada em inteligência geográfica, Abimael Cereda Junior, diz que a projeção do jogo Pokémon Go é sinal de algo ainda maior: o potencial do geomarketing para as empresas. “Isso nada mais é do que ter um entendimento de geografia combinada com marketing. Os empresários estão aprendendo a oferecer o melhor produto e o melhor preço de acordo com o local onde o consumidor se encontra.”

Cereda Júnior lembra que o geomarketing existe há algum tempo, mas voltou à moda com o Pokémon GO. “A desenvolvedora do jogo Niantic, por exemplo, ganha muito além do que se arrecada com o próprio Pokémon Go. Por meio da nuvem, ela pode avaliar padrões de consumo e de deslocamento com uma base de dados incrível, oferecendo informações para desenvolvimento de negócios mais adequados”, explica.

O empresário recomenda que os empreendedores olhem o modelo do jogo e pensem: como posso criar novas formas de interações com meus consumidores? Como isso pode trazer expansão e lucratividade para meu negócio? “É um mundo de oportunidades”, afirma.

Como os brasileiros estão ganhando dinheiro com o Pokémon GO

EXAME.com – PME
18/08/2016

Por Mariana Fonseca, EXAME.com. Leia a reportagem completa aqui.

O futuro

GeoPokeA projeção do Pokémon GO é sinal de algo ainda maior: o potencial do geomarketing para as empresas. Isso nada mais é do que ter um entendimento de Geografia combinada com Marketing, aprendendo a oferecer o melhor produto e o melhor preço de acordo com o local onde o consumidor se encontra“.

É o que explica Abimael Cereda Junior, diretor da Imagem, uma empresa especializada em inteligência geográfica. “O geomarketing existe há algum tempo, mas voltou à moda com o Pokémon GO. A Niantic, por exemplo, ganha muito além do que se arrecada no próprio Pokémon GO: por meio da nuvem, ela pode avaliar padrões de consumo e de deslocamento com uma base de dados incrível, oferecendo informações para desenvolvimento de negócios mais adequados.

Pokéstop Presbiteriana São CarlosO geomarketing era algo para grandes empresas, mas atualmente já pode ser usado nas pequenas e médias. “A principal estratégia é associar sua marca a um pokéstop próximo ou a áreas conhecidas por terem os monstrinhos mais raros. Depende do setor do negócio, mas pode ir desde trabalhar seu posicionamento com anúncios até oferecer produtos e serviços baseados no jogo”, exemplifica Cereda Junior. O posicionamento foi usado pela Esalflores; já a criação de novos itens foi a opção a de Aluir Frizzira e do Pokémon GO Tour Curitiba.

Olhar o mapa e tomar decisões com base nisso e agregar valor à minha marca: instintivamente, isso é geomarketing”, diz o especialista. “As empresas precisam olhar o modelo Pokémon GO e pensar: ‘como eu posso criar novas formas de interações com meus consumidores? Como isso pode trazer expansão e lucratividade para meu negócio?’. É um mundo de oportunidades.”

Geração SimCity, Minecraft, Pokémon GO… não! A emergência da Sociedade “Geo”

Artigo publicado originalmente em 16/07/2016

Clique aqui para ler a versão mídia (ED. 68 REVISTA conhecimento prático: GEOGRAFIA) – O poder do “Geo” no Pokémon GO
Conheça também o canal no Youtube.
Sobre o autor.

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O advento de novas tecnologias sempre traz o que podemos chamar de “quatro ‘des’” desconfortos, desajustes, desafios. E, a cada semana, parece que temos a descoberta, principalmente pela mídia, de temas que estão cada vez mais ligados à Geografia. No entanto, nesta semana, a proporção foi na casa de milhares, em todos os aspectos.

O Pokémon GO nem mesmo chegou oficialmente ao Brasil e já temos todos tipos de ‘especialistas’ falando do tema (viva os youtubers) e causou, como dizem os jovens, a quebra da Internet, sendo nos últimos dias o assunto mais procurado em indexadores e discutido em redes sociais.

Pokémon GO já chegou?!

Pokémon GO já chegou?!

Do ponto de vista econômico, em uma era de disputa de hardware e software, cloud e SaaS, entre Sony e Microsoft, a Nintendo mais uma vez se reinventa (desde suas cartas de baralho), mas suas históricas quebras de paradigma não se limitam ao core-business. Estas conseguem fazer com que a empresa capte, como dificilmente outra no ramo, o momento sócio-espacial que se insere, transformando matrizes e/ou vetores em experiências para além de mundos virtuais: em experiências de interação. Com ações que subiram mais de 70%, a discussão não se dá em torno de resoluções mas de aplicações; menos sistema e mais plataforma.

O filósofo Pierre Lévy afirma que o digital e uso intensivo de computadores e redes proporciona uma nova dimensão de interação que é economicamente e socialmente tangível. O virtual redefine as noções de tempo, espaço e a própria noção de conhecimento.

Mas, o que estamos vivenciando? Artigos e vídeos inundam esta mesma nuvem de informações, tentando ser o primeiro a demarcar terreno nestes fenômenos. Agora, precisamos que a Academia também se aproprie, trazendo leituras e críticas calcadas nas novas relações estabelecidas pelas Redes Informacionais, com expressões e impactos no Espaço Geográfico, assim como as empresas, que precisam compreender para além do que os chavões e relatórios de grandes consultorias como estas Mudanças reorganizam os setores produtivos e relações empresariais.

Em comum, temos a informação geográfica associada, não no sentido cartesiano de coordenadas, mas das múltiplas dimensões a esta inerentes.

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