Veja como as Universidades Brasileiras já estão vivendo a Transformação Digital

Notícias – Imagem
25/07/2016

Na Era da Geografia das Coisas, cidadãos com smartphones carregam um volume incrível de dados. Fotos, vídeos, músicas, perfil em redes sociais, compras de e-commerce, publicações nas redes sociais são apenas alguns exemplos. Estamos falando da conexão mais do que de sistemas, mas de pessoas de maneira colaborativa.

E essa realidade não é diferente no mundo acadêmico. “A Transformação Digital é conhecida e promovida nas Universidades muito antes do termo chegar à mídia; estas já criam e vivem os efeitos desta e têm investido cada vez mais nos Sistemas de Informações Geográficas como plataforma de conexão de todos esses dados possibilitando um momento único na Educação”, afirma o Prof. Dr.Abimael Cereda Junior, Gestor de Educação na Imagem.

Dia1_II EdUC BRAo longo do primeiro semestre de 2016, a Imagem apoiou inúmeras iniciativas educacionais que evidenciam a experiência da Transformação Digital nas Universidades do país. Um exemplo foi o II Encontro de Educação Esri Brasil, que contou com a presença de representantes de todo país, como o Prof Dr. Sady Júnior, Vice-diretor do Instituto Três Rios da UFRRJ, apresentando sua experiência de trabalho com Drones, a Escola Monteiro Lobato e o Prof. Clibson dos Santos, da UNIFAL, com a utilização de Plataformas Digitais para novas experiências na Educação.

SIGABI-PalestraAbimaelOutra iniciativa de destaque que confirma a Transformação Digital nas universidades  foi o espaço aberto pela Universidade Potiguar (UNP), maior universidade privada do Norte e Nordeste e integrante da Laureate International Universities, para reunião e palestras com a participação da Reitoria e Diretores com a discussão de ideias e práticas sobre a “Universidade na Era da Geografia das Coisas”, ou seja, como a transformação digital já vem impactando os processos educacionais e administrativos, e as novas oportunidades que surgem do desvelar dos processos educacionais à luz da Inteligência Geográfica.

ArcScene3DOutras instituições espalhadas por todo território nacional tais como UFSCar, UFRN, Unicamp, UNESP e UnB também estão desenvolvendo projetos inseridos neste contexto e que têm o GIS como plataforma integradora.

“Nosso compromisso é apoiar as universidades brasileiras a superar seus desafios na inserção da Inteligência Geográfica de maneira mais ampla, tendo a Plataforma ArcGIS como alicerce e aproveitando ao máximo os benefícios da Transformação Digital”, ressalta Cereda Junior.

Geração SimCity, Minecraft, Pokémon GO… não! A emergência da Sociedade “Geo”

colagem_artigoO advento de novas tecnologias sempre traz o que podemos chamar de “quatro des”: desconfortos, desajustes, desafios. E, a cada semana, parece que temos a descoberta, principalmente pela mídia, de temas que estão cada vez mais ligados à Geografia. Mas nesta semana, a proporção foi na casa de milhares, em todos os aspectos.

O Pokémon GO nem mesmo chegou oficialmente ao Brasil e já temos todos tipos de ‘especialistas’ falando do tema (viva os youtubers) e causou, como dizem os jovens, a quebra da Internet, sendo nos últimos dias o assunto mais procurado em indexadores e discutido em redes sociais.

Pokémon GO já chegou?!

Pokémon GO já chegou?!

Do ponto de vista econômico, em uma era de disputa de hardware e software, cloud e SaaS, entre Sony e Microsoft, a Nintendo mais uma vez se reinventa (desde suas cartas de baralho), mas suas históricas quebras de paradigma não se limitam ao core-business. Estas conseguem fazer com que a empresa capte, como dificilmente outra no ramo, o momento sócio-espacial que se insere, transformando matrizes e/ou vetores em experiências para além de mundos virtuais: em experiências de interação. Com ações que subiram mais de 70%, a discussão não se dá em torno de resoluções mas de aplicações; menos sistema e mais plataforma.

O filósofo Pierre Lévy afirma que o digital e uso intensivo de computadores e redes proporciona uma nova dimensão de interação que é economicamente e socialmente tangível. O virtual redefine as noções de tempo, espaço e a própria noção de conhecimento.

Mas, o que estamos vivenciando? Artigos e vídeos inundam esta mesma nuvem de informações, tentando ser o primeiro a demarcar terreno nestes fenômenos. Agora, precisamos que a Academia também se aproprie, trazendo leituras e críticas calcadas nas novas relações estabelecidas pelas Redes Informacionais, com expressões e impactos no Espaço Geográfico, assim como as empresas, que precisam compreender para além do que os chavões e relatórios de grandes consultorias como estas Mudanças reorganizam os setores produtivos e relações empresariais.

Em comum, temos a informação geográfica associada, não no sentido cartesiano de coordenadas, mas das múltiplas dimensões a esta inerentes.

Continuar lendo

Geografia da Saúde ou o “Mapa das Doenças”: do Dr. John Snow à Dengue e Zika Virus

Capa 66 Geografia Conhecimento PráticoCEREDA JUNIOR, A. Geografia da Saúde: um “mapa das doenças” – do Dr. John Snow à Dengue e ao Zika Vírus. Conhecimento Prático: Geografia, São Paulo: Editora Escala, edição 66. 

ou “como a Geografia pode ajudar no combate às doenças?
Sobre o autor.

No início da minha graduação em Geografia na UNESP [a] Rio Claro, em um dos primeiros trabalhos de campo, o ponto de parada de Santa Gertrudes (SP) trouxe um incrível “novo par de olhos”: a Profa. Dra. Sandra Pitton apresentou a problemática presente neste município da alta incidência de doenças respiratórias [1] e, como tal fenômeno, se relaciona com as atividades econômicas do mesmo, visto sua inserção no Polo Cerâmico: eis a Geografia da Saúde, que incrível desvelar!

Integrando dados de visitas in loco e de bases governamentais, variáveis físicas, sociais, ambientais e políticas, utilizando metodologias de análise e tendo os mapas não como apoio pictórico, mas como meio para o entendimento integrado, pode-se não só descrever ou entender um fenômeno, mas possibilitar que pessoas, empresas e os gestores públicos tomem decisões que alterem a vida – e sua qualidade – como a poluição por particulados da indústria ceramista.

Este olhar geográfico, o qual a professora sempre dizia que iríamos desenvolver ao longo do curso, é aquele que o Professor Roger Tomlison citava “quando você descobre a Geografia, ganha um novo par de olhos”. O professor britânico, também Geógrafo e pai dos Sistemas de Informações Geográficas (SIGs, sistemas computacionais que permitem desde a coleta até o processamento e análise de dados geográficos, além do compartilhamento e uso em inúmeros dispositivos), estava falando não de algo intangível, mas que pode se explicar, por exemplo, com o subtítulo de um dos livros que conta uma história real que “mudou o destino de nossas metrópoles”. Continuar lendo

TV Terra Viva – Conversa Franca: A importância dos drones no setor agropecuário

TV Terra Viva – Programa Conversa Franca: A importância dos drones no setor agropecuário
29/06/2016

CanalTerraViva2906No quadro Conversa Franca do dia 29/06, o apresentador Otávio Ceschi Júnior conversou com o geógrafo Abimael Cereda Júnior, que explica como os gestores podem aprender a interpretar as imagens dos drones, trazendo mais assertividade aos processos agrícolas.CanalTerraViva2906_2

Interpretação de imagens dos Drones ajuda na gestão e ações agropecuárias.

Canal Terra Viva

Assista aqui o vídeo completo.

 

Drone2Map: o software que transforma imagens de drones em mapas 2D e 3D

Portal CanalTech | Matérias: Software
25/06/2016

Por Regis Soares a partir da entrevista com Abimael Cereda Junior.

Leia, a seguir, alguns trechos com depoimentos e aqui a reportagem completa; conheça o case de uso do Drone2Map pelo Prof. Dr. Sady Menezes da UFRRJ.

Renderização com produtos obtidos (Imagens, Lidar, Texturas)Os drones são uma nova plataforma para coleta de dados que, na verdade, não é tão inovadora no âmbito nacional. É o que diz Abimael Cereda Junior, geógrafo e gestor de educação da Imagem, empresa que atua na área de Inteligência Geográfica há 30 anos e distribuidora oficial da Esri no Brasil. “Essa tecnologia não é tão nova assim. Acontece que só agora ela teve essa explosão midiática e, também, por conta dos preços que caíram demais.

Público-alvo e papel na sociedade De acordo com o geógrafo da Imagem, o Drone2Map permite que pessoas, empresas e governos trabalhem com mais rapidez na área de análise geográfica, podendo fazer modelos em três dimensões, mosaico das imagens captadas, entre outras coisas. “Nós temos soluções para pessoas físicas que ainda estão aprendendo sobre a área, universitários, empresários e governos. Inclusive, temos uma parceria com o Instituto Pereira Passos, no Rio de Janeiro, para coletar dados com smartphones para o que chamamos de Comunidades Inteligentes – Smart Communities.

Além de ajudar a inspecionar áreas e realizar tantos feitos que a geotecnologia proporciona, ele também acredita que, com ela, temos a possibilidade de viver melhor, tomar decisões mais conscientes, conviver em harmonia e colaborar com o avanço da sociedade em diversos aspectos fundamentais. “Pelo fato de a Imagem ser uma empresa de 30 anos no mercado, nós já auxiliamos prefeituras, polícias e bombeiros, pois muitos desses órgãos já utilizaram e ainda utilizam nossa tecnologia. Posso até dizer que, ainda que indiretamente, já ajudamos a salvar muitas vidas“, diz ele em relação à influência de toda essa tecnologia.

Aperfeiçoamento da geotecnologia Tudo isso faz parte de uma evolução natural de tecnologias que são passam por sofisticações com o decorrer dos anos, como o GPS, mapas espaciais, etc. “A revolução dos drones é uma parte da revolução dos mapas e análise espacial. Hoje, se você usa smartphone, o serviço de localização dele vai aprendendo seus hábitos de deslocamento, analisando dados de trânsito e tantas outras coisas. O Drone2Map usa cálculos matemáticos altamente complexos que levam em consideração até a altitude do terreno explorado, com uma visualização em 3D. Ele chega para unir tudo isso em uma só aplicação, é uma convergência digital“, diz Cereda Junior.

Nuvem de pontos LidarTecnologia já explorada Cereda Junior ainda cita que a informação geográfica sempre foi muito importante, mas que por anos esteve apenas na mão de analistas, cartógrafos e que hoje esse poder está conosco, totalmente acessível e que pode ser encontrado em diversas plataformas, como em games. “Você pode observar o poder do Minecraft e, principalmente, do SimCity – em que o jogador pode construir e administrar uma cidade -. Lá atrás, no fim dos anos 80 e começo dos 90, o SimCity para o DOS – sistema operacional adquirido pela Microsoft na década de 80 – já tinha uma ferramenta de análise para mostrar onde estava faltando bombeiro, polícia, locais em que a poluição estava alta, etc. O Drone2Map é só uma ponta do iceberg.