O poder do “Geo” no Pokémon GO


Capa 68 Geografia Conhecimento PráticoCEREDA JUNIOR, A. O poder do “Geo” no Pokémon GO. Conhecimento Prático: Geografia, São Paulo: Editora Escala, edição 68. 

Sobre o autor.

O advento de novas tecnologias sempre traz o que podemos chamar de “quatro ‘des’” desconfortos, desajustes, desafios. E, a cada semana, parece que temos a descoberta, principalmente pela mídia, de temas que estão cada vez mais ligados à Geografia. No entanto, nesta semana, a proporção foi na casa de milhares, em todos os aspectos.

O Pokémon GO, app que ‘acaba’ de chegar ao Brasil, já conquistou grande atenção da nossa imprensa e usuários na internet, sendo, nos últimos dias, o assunto mais procurado em indexadores e discutido em redes sociais.

AMIRRAIZAT / SHUTTERSTOCK.COMEm uma era de disputa de hardware e software, cloud e SaaS, entre Sony e Microsoft, a Nintendo mais uma vez se reinventa com o novo app, o Pokémon GO, utilizando o que a Geografia oferece de melhor como experiência para interação das pessoas, por meio de uma experiência que vai muito além do mundo virtual.

O filósofo Pierre Lévy afirma: “O digital e uso intensivo de computadores e redes proporciona uma nova dimensão de interação economicamente e socialmente tangível. O virtual redefine as noções de tempo, espaço e a própria noção de conhecimento”.

ENTRETANTO, O QUE ISSO QUER DIZER NA PRÁTICA?
Podemos até não perceber, mas, a cada dia, a cada novo game ou app, a Geografia está mais presente do que nunca, não apenas no seu sentido cartesiano de coordenadas, mas também dando vida e transformando tudo o que circunda a nossa sociedade.

Estamos vivendo uma mudança de cultura, e não somente uma moda, ou mesmo “geração X, Y, Z, SimCity, Minecraft…”. Sim, eu sou da “Geração SimCity”: planejamento, gestão, zoneamento, ordenamento territorial, mapas. Essas são as palavras- -chave de grande parte de meus artigos de mestrado/doutorado, mas também poderiam ser classificações do próprio SimCity. Zonas, quadras, análise de falta de bombeiros ou polícia, indústrias poluidoras nos limites da tela…

Esta nova “Geração Minecraft”, inundada de vídeos no Youtube, revistas e livros nas bancas e “até” na TV, constrói novas dimensões espaço-territoriais. De um lado, continuo a ouvir de alguns pais – e professores – que o Minecraft não faz sentido; contudo, há outros que conseguem vislumbrar algo mais do que “aquele joguinho estranho de blocos ao qual eles vivem jogando e assistindo”, como a Microsoft, que comprou a empresa criadora Mojang por US$ 2,5 bilhões.

Graças ao exponencial avanço tecnológico, vivemos em uma sociedade em rede, ágil e conectada. A cada dia, estamos nos apropriando mais e mais de ferramentas simples e acessíveis, como esses apps que revolucionam nossa forma de viver. Este é o caso do Pokémon GO, fruto do seu tempo-espaço.

… a Geografia está mais presente do que nunca, não apenas no seu sentido cartesiano de coordenadas, mas também dando vida e transformando tudo o que circunda a nossa sociedade.

De qualquer modo, vale destacar que apesar do boom deste app, os Sistemas de Localização e os Sistemas de Informações Geográficas já vêm sendo usados há décadas por especialistas, ou mesmo #GeoGeeks em ferramentas desse tipo que visam a aproximar pessoas baseadas em dados geográficos. E notem como eles modificam nossa sociedade, trazendo, por exemplo, impactos na saúde pública – como o Tinder, um app tão geográfico quanto o Pokémon GO, responsável por, ao menos, seis surtos de sífilis na Grã-Bretanha.

É por isso que, para muitos, a novidade é “ser Pokémon”, mas a realidade é que jogos deste tipo já existiam até mesmo no Garmin eTrex, ainda sem realidade aumentada, mas com labirintos virtuais e outros.

Conforme apelidou o professor Rui Azevedo, na atual era da “Sociedade da Inteligência Geográfica”, ou “Sociedade Geo”, interagimos com dispositivos e sistemas integrados e interligados por meio de redes de informações, em que a relação não é somente homem-máquina, mas uma relação cidadão-sociedade-tecnologia, na qual é possível a utilização de smartphones, redes sociais e colaborativas, softwares e aplicativos de baixo custo, ou mesmo de padrões abertos.

ANÁLISE ESPACIAL 
Se, antes, falar sobre Geoprocessamento, SIG, Sensoriamento Remoto e Sistemas de Localização (como o GPS) era algo complicado, que envolvia entender sobre configurações de hardware, software e estava restrito a um pequeno número de superespecialistas, hoje, as tais tecnologias estão cada vez mais intuitivas e disponíveis no dia a dia de qualquer cidadão que acompanha desde a previsão do tempo até a criação de rotas de suas viagens, bem como das empresas e dos governos que devem se apropriar delas para o entendimento e a tomada de decisão e de ações territoriais.

Entretanto, como vamos nos apropriar dessas tecnologias ligadas à chamada “Análise Espacial”? Vivemos um momento que não poderia ser mais propício. Isso porque a multiplicidade de sistemas e de sensores remotos, a facilidade no uso de ferramentas cartográficas e a necessidade do homem em ser, estar e se localizar nos permitem usos e abusos do Geoprocessamento.

A Geografia das Coisas, na Era da Consumerização e da Transformação Digital, vai muito além da Internet das Coisas: não estamos falando somente de uma rede de sensores e dispositivos interligados. Estamos falando de uma nova forma de viver, na qual não apenas estamos inseridos literalmente no espaço, como também esse mesmo espaço modifica a nossa forma de viver.

Observação importante: este texto, originalmente, foi publicado em versão ‘artigo’ em Geração SimCity, Minecraft, Pokémon GO… não! A emergência da Sociedade “Geo” de 16 de julho de 2016.

Imagem debate desafios e oportunidades da Transformação Digital no Agronegócio no Agtech Forum

Notícia – Portal AgroLink
16/11/2016

Soluções e casos e sucesso de empresas referência na gestão espacial desse setor são destaques na participação da Imagem no evento.

A Imagem, líder em Soluções de Inteligência Geográfica, estará presente no Agtech Forum, evento focado no Agronegócio que acontece em São Paulo no dia 24 de novembro, no hotel Maksoud Plaza.

Com a experiência de mais de 30 no Brasil e atenta à evolução tecnológica nesse setor, a Imagem apresentará soluções que visam auxiliar empresas agrícolas a obter melhores resultados, ampliando sua competitividade e produtividade por meio das novas tecnologias tais como Big Data, Cloud Computing, Mobilidade e e-Social.

Com mais de 800 clientes de empresas do agronegócio e florestal, a Imagem mostrará aos participantes do Agtech soluções utilizadas por importantes empresas do país que já lideram esse movimento da Transformação Digital no campo se beneficiando da integração entre Tecnologia e Geografia nos seus negócios. “Mostraremos como nossas soluções se aplicam em diversos processos da gestão agrícola que passam pelo planejamento, a análise e gestão de dados, o uso da mobilidade e a gestão dos ativos no campo”, explica Fábia Bem, Diretoria da Imagem para Agronegócio.

agtech_abimael_imagemA Imagem estará presente no painel principal do evento intitulado “Panorama do futuro: Como as empresas mais digitalizadas do mundo veem essa transformação e quais são suas principais apostas para o Agronegócio” que acontecerá às 9h, logo após a abertura do evento, no qual o Prof° Dr° Abimael Cereda Junior, Pesquisa e Ciência da Imagem, falará sobre como a Transformação Digital está modificando as rotinas e processos de produção, gerando novas oportunidades e possibilidades no campo para aumentar a produtividade das empresas brasileiras.

“Vamos abordar como os produtores rurais nacionais podem ser mais competitivos dentro e fora do Brasil utilizando soluções para gestão espacial que proporcionam mais eficiência produtiva, redução de custos e agilidade nas tomadas de decisão”, afirma Abimael.

No período da tarde, às 16h20, a Imagem também estará presente no painel “Transformação Digital Semeando Novas Oportunidades no Agronegócio” demonstrando um caso de sucesso aplicado em uma das empresas referência no uso das soluções de Inteligência Geográfica no Brasil.

Por ser palestrante, tenho direito a 10% de desconto na lista dos meus indicados, basta mencionar o código SPK no momento da sua inscrição.

Para confirmar a sua participação neste evento, envie um e-mail para agro@informa.com ou ligue no (11) 3017-6888 e informe o código SPK.

XX Semana de Engenharia Civil da Unicamp – Novas Perspectivas

A Engenharia Civil e a Inteligência Geográfica: você ainda acha que Geoprocessamento é fazer mapas?
20/09/2016

cityengineA Semana de Engenharia Civil da Unicamp, em sua vigésima edição, tem por objetivo trazer palestras, minicursos, mesas redondas, workshops e painéis para toda a comunidade, além de empresas que se apresentam aos alunos, expondo seus projetos e realizando recrutamento de futuros estagiários e colaboradores (fonte: site oficial).

webgis-geodesignNa oportunidade, pude falar sobre as inovações metodológicas e tecnológicas para além do Geoprocessamento como ferramenta para geração de mapas, como o Web GIS, Geodesign, entre outros temas, a partir da provocação se “geoprocessamento ainda é fazer mapas”, possibilitando análises, modelagens e aplicações para além do CAD x GIS x BIM, mas da integração entre Plataformas e Pessoas.

A Unicamp tem implementado tais visões pois possui a Plataforma ArcGIS de maneira ‘ilimitada’, a partir do contrato de parceria com a Imagem/Esri, que possibilita tal uso, incluindo cursos online, apps e outros produtos, o site license.

Confira mais detalhes do evento e todo o conteúdo apresentado.

Cidades Inteligentes: Cidadãos Conscientes na era da Geografia das Coisas – TEDx Petrópolis

TEDx Petrópolis – Ideas Worth Spreading
17/09/2016

tedx-petropolis-abimael-bb-kingEstamos envoltos, seja na grande mídia ou na Academia, em discussões sobre uma série de “inteligências” ou smarts: telefones e carros inteligentes, mapas inteligentes e até mesmo cidades inteligentes. Mas, afinal, do que estamos tratando ao falar de Cidades e Inteligência?

Com a integração entre Dispositivos, Vivência, Sociedade e Sistemas de Informação, temos a oportunidade única na história da humanidade, como Sociedade em Rede, de trazermos soluções espaciais em suas amplas dimensões. A Inteligência Geográfica, ou seja, a integração entre a Ciência Geográfica e as Tecnologias – em seu “estado da arte” – permite-nos o desvelar não só do Território, mas o entendimento do Lugar. E, com isso, podemos cunhar o termo “Geografia das Coisas” (ou GIS of Things).Vivemos a Geografia das Coisas, que amplia o horizonte da Internet das Coisas e confere humanidade a ela. Sabemos que essa relação não é somente homem–máquina: é uma relação cidadão– sociedade–tecnologia.

tedx-petropolis-abimael-colagemO Geógrafo Abimael Cereda Junior, Líder de Ciência & Pesquisa da Imagem, especialista em Geoprocessamento e Mestre e Doutor em Engenharia Urbana, tem como área de pesquisa e atuação a incorporação da Inteligência Geográfica nos processos de planejamento e gestão público e privado, bem como o desenvolvimento e aplicação de métodos e técnicas para análise espacial de dados geográficos, para além das Smart Cities e Smart Farming.

This talk was given at a TEDx event using the TED conference format but independently organized by a local community. Learn more at http://ted.com/tedx

Transformação Digital na Educação – Seminário Online #euesri2016

Encontro de Usuários Esri Brasil 2016 – Seminário Ciência & Pesquisa
14/09/2016

O seminário online (webinar gratuito) “A Transformação Digital na Educação (brasileira)” contou com educadores e alunos não só do Brasil, mas de países da América Latina e de língua portuguesa, além da participação do Prof. Rafael Beltrán Ramallo, da UNIGIS LatAm.

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Discutindo as implicações da Transformação Digital na Educação – baseado nos pilares Big Data & Analytics, Mobilidade e Apps, Cloud Computing e Social Business, foram também apresentadas as novidades da Plataforma ArcGIS para Escolas e Universidades, como o anúncio oficial que, para licenciamentos atualizados, estão inclusos mais de 350 cursos on-line, entre introdutórios, como SIG, Cartografia, Projeções, Vetores e Matrizes, até avançados, como análises espaciais e novas ferramentas para geodesign.

Com casos reais de uso, como as experiências didáticas da Escola Monteiro Lobato e UNESP São José dos Campos, além do aplicativo lançado pela  GeoLogus Jr, o Geoparque Seridó, um guia geográfico em app nativo para dispositivos móveis, os participantes puderam ampliar a visão das implicações do uso da Inteligência Geográfica para além dos softwares/apps em sala de aula. A UNIGIS América Latina apresentou os resultados e trilhas disponíveis para especialização em âmbito internacional.

O webinar fez parte do Eu Esri 2016, promovido pela Imagem, distribuidora exclusiva da Plataforma ArcGIS da Esri no país. Assista o evento completo no canal oficial do Youtube.