Conteúdo Gratuito para Transformação Digital – Educação, Ciência e Pesquisa

Breve Histórico

Em 2015, como Gestor de Educação e Treinamento na Imagem (Academia GIS), tive a oportunidade de lançar uma iniciativa de conteúdos grátis para download, com o objetivo disseminar os conceitos e a adoção da Inteligência Geográfica nas diversas indústrias, instituições de governo e público em geral, disponibilizando uma série de materiais educativos grátis, que podem ser utilizados para autoaprendizagem acadêmica, em sala de aula ou mesmo para atualização profissional.

Esta experiência inovadora, baseada nas melhores práticas Imagem e Esri, promove a ampliação do uso das Tecnologias, não somente no que tange ao já consagrado na bibliografia e aplicações com Geoprocessamento e Sistemas de Informações Geográficas (SIG), mas traz o estado da arte em aplicações GIS, com a nuvem (cloud), Geografia como Serviço (GaaS), GIS 3D, entre outros temas para discussão e prática em poucos minutos

Série Plataforma ArcGIS

Conheça e explore não somente as características básicas do ArcGIS Online e Esri Apps – como criar, analisar e compartilhar mapas online na nuvem (cloud) – mas também como aplicar novas práticas e análises espaciais em seu trabalho, trazendo a Inteligência Geográfica aplicada em seus problemas e soluções territoriais.

  • Crie mapas que contam histórias – Esri Story Maps
    Desde a história da sua vida até os resultados de uma empresa, podemos comunicar tais fatos com mapas. Descubra como comunicar, por meio de mapas interativos, ideias, planejamento, execução e resultados de trabalhos de campo, apresentações e interação multimídia e construção de relatórios, para qualquer tema que envolva a Geografia. Webinar para apoio
  • ArcGIS Pro
    Pronto para começar com o ArcGIS Pro? Este material é uma introdução perfeita ao software! O conjunto de lições guiará você, passo a passo, por meio do processo de criação e utilização de mapas em 2D e 3D. O projeto fornece todos os dados que você precisa. Se você possui o software ArcGIS Pro, está pronto para iniciar! Mesmo que você seja um usuário de muitos anos do ArcMap e tenha começado a usar o ArcGIS Pro, ou esteja apenas começando a entender e aplicar a Plataforma ArcGIS, este curso será um marco em sua experiência com GIS.
  • Collector for ArcGIS
    Este material coloca você no papel de gestor de uma equipe de trabalho de campo e lhe desafia a deixar o papel e a caneta de lado no processo de coleta de dados no campo!
    Você aprenderá a publicar camadas a partir do ArcGIS Desktop, criar um mapa web no ArcGIS Online e compartilhá-lo com sua equipe de campo. A partir desse ponto, usará o Collector for ArcGIS para simular inspeções de campo e atualizar os dados no mapa… automaticamente.
  • Análise de Visibilidade no ArcGIS Online
    Já executou análises no ArcGIS Online? Este material lhe guiará de forma intuitiva na execução de uma análise de visibilidade no ArcGIS Online utilizando os dados de terreno (modelo digital de elevação) disponibilizados pela própria Esri.Desenvolva ainda mais as suas habilidades e utilize todos os recursos do ArcGIS Online para obter respostas às suas questões geográficas por meio de análises!

SÉRIE MAPEANDO NOSSO MUNDO

Mapeando nosso Mundo com ArcGIS Online” (Mapping Our World with ArcGIS Online) é um conteúdo exclusivo para difundir importância da Visão Espacial em estudantes de todos os níveis, focado principalmente no Ensino Básico (Fundamental, Médio e Técnico) e permite que professores utilizem ferramentas e materiais para criação, edição, análise, compartilhamento e intervenção por meio de mapas.

Com um conjunto de atividades computacionais, dados e recursos, nossa nova série serve como um complemento valioso para tópicos de ensino relacionado à Geografia Mundial, Sociedade, Ciências do Ambiente ou Ciências da Terra. Os alunos poderão investigar os padrões globais de recursos humanos e físicos, explorar questões de interesse para milhões de pessoas, analisar dados de diversas regiões e desenvolver habilidades essenciais para a compreensão de um mundo caracterizado por vasta quantidade de informação bruta. E, o melhor de tudo, de maneira lúdica!

  • Módulo 1 – Introdução à Investigação Geográfica
    Este módulo introduz os conceitos básicos e ferramentas do ArcGIS Online. Os alunos serão orientados a acessar o visualizador de mapas do ArcGIS Online e os dados e poderão desenvolver algumas competências importantes em GIS como a manipulação de camadas, a navegação no mapa e a identificação de atributos de feições geográficas. Os alunos aprenderão os passos da investigação geográfica – perguntar, pesquisar, explorar, analisar e agir – através do teste de uma hipótese, utilizando para isso as ferramentas do ArcGIS Online.
  • Módulo 2 – A Terra se Move (Geologia)
    Utilizando conceitos de geografia e as ferramentas do ArcGIS Online, nestas duas lições os alunos podem realizar uma série de atividades de observação dos padrões de atividade sísmica e vulcânica ao redor do mundo, analisar as relações desses padrões com os limites das placas tectônicas e as principais características físicas da superfície da Terra, assim como identificar cidades em risco. Os alunos aprenderão a navegar nos mapas web, identificar feições, adicionar camadas, medir distâncias nos mapas, utilizar simbologias… e o mais importante: realizar investigação geográfica!

GeoBonfim 2017 já tem programação de palestras definida. Confira

Notícias Ensino e Pesquisa – MundoGeo
17/01/2017

Fonte: MundoGeo. Veja também em DroneShow!

banner geobonfim2017 O GEOBONFIM 2017, já tem programação de palestras definidas. ConfiraO GEOBONFIM 2017, cujo tema será VANT, GEOTECNOLOGIAS E CIDADES INTELIGENTES é uma realização do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano – Campus Senhor do Bonfim, organizado pelo grupo de pesquisa LABGEO-Labor em Geotecnologias, sob a coordenação geral do Prof. Dr. Vandemberg Salvador.

O objetivo do evento é reunir professores, pesquisadores, instituições de ensino, pesquisa e extensão, gestores estaduais e municipais, empresários e a sociedade civil organizada da região para – juntamente com professores e pesquisadores com expertise em VANT e GEOTECNOLOGIAS – discutir a GESTÃO INTELIGENTE das Cidades no Semiárido Baiano.

Na sua sexta edição, o GEOBONFIM 2017 acontecerá de 23 a 26 de maio de 2017 – no Campus Senhor do Bonfim – no IFBAIANO, com programação para 10 palestras e 18 minicursos sobre os seguintes eixos temáticos: Mapeamento com VANT, SIG e Cidades Inteligentes, Cadastro Técnico Multifinalitário e Georreferenciamento de Imóveis Urbanos e Rurais.

Entre os palestrantes estarão o Prof. Dr. Manoel Fernandes de Sousa Neto ( USP-SP), Prof. Dr. Abimael Cereda Júnior (IMAGEM-SP), Engº Giovani Amianti (CEO – XMOBOTS – SP), Geógrafo Eduardo Freitas (MUNDOGEO E INSTITUTO GEOEDUC-PR), Prof. Me. Rovane Marcos de França (IFSC-SC), Prof. Dr. Artur Caldas Brandão (UFBA-BA),  Prof. Me. Mirele Viegas (UFBA/INCRA-BA),  Prof. Dr. Frederico Fonseca ( IFPR-PR) e o Prof. Dr. André Coelh0 (IBMEC/UNIFACS-BA).

O GEOBONFIM2017 tem o apoio institucional da USP-SP, PUC-SP, UFBA-BA, IFSC-SC, IFPR-PR, UNIVASF-BA, INCRA-BA, IMAGEM-SP, CREA-BA, MUNDOGEO-PR, XMOBOTS-SP e SANTIAGO & CINTRA-SP.

 

No Rio, errar o caminho e entrar em favela pode ser fatal para motoristas

Cotidiano – UOL Notícias
17/12/2016

Processo de Adaptação

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Na avaliação de Abimael Cereda Júnior, doutor em Engenharia Urbana pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), a evolução dos aplicativos de GPS representa uma “revolução” para os usuários em geral, que ainda estão em “processo de adaptação” em relação a riscos e benefícios.

Ele lembrou que, há pouco tempo, os motoristas dependiam de livros extensos com mapas impressos e ilustrados com ruas e avenidas. Afirmou ainda que a navegabilidade por GPS já gerou problemas em outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, um homem morreu depois de cair em um lago ao seguir rota traçada por um aplicativo.

“De 2000 para cá, praticamente toda a população ganhou acesso a esse tipo de recurso. Antes a gente tinha, no máximo, mapas em listas telefônicas ou naqueles guias de ruas que deixava no carro. O que está acontecendo, de uma maneira mais ampla, é uma mudança de cultura. Ou seja, como nós nos relacionamos com essa tecnologia. As pessoas ainda estão se adaptando. Elas acham que navegação por GPS é um guia espiritual e estão usando dessa forma”, afirmou.

Para ele, empresas como Waze e Google já estão investindo em coleta e integração de base de dados, com objetivo de melhorar a experiência do usuário. Mas há uma barreira neste processo, já que as iniciativas partiriam apenas dos próprios provedores de tecnologia ou dos usuários por meio de redes colaborativas.

“Tudo é integrável, mas não pode estar em um modelo definido apenas pelas empresas. Isso passa por gestão de políticas públicas. Na verdade, se a gente tem acesso a esses dados e eles estão integrados, essa base pode ser utilizada não só para navegação automotiva, mas também para direcionar políticas públicas e entender os motivos pelos quais essas regiões são tão perigosas.”

Leia a reportagem completa aqui

Conheça também mais sobre cidades inteligentes.

O poder do “Geo” no Pokémon GO

Observação importante: este texto, originalmente, foi publicado em versão ‘artigo’ em Geração SimCity, Minecraft, Pokémon GO… não! A emergência da Sociedade “Geo” de 16 de julho de 2016.


Capa 68 Geografia Conhecimento PráticoCEREDA JUNIOR, A. O poder do “Geo” no Pokémon GO. Conhecimento Prático: Geografia, São Paulo: Editora Escala, edição 68. 

Sobre o autor.

O advento de novas tecnologias sempre traz o que podemos chamar de “quatro ‘des’” desconfortos, desajustes, desafios. E, a cada semana, parece que temos a descoberta, principalmente pela mídia, de temas que estão cada vez mais ligados à Geografia. No entanto, nesta semana, a proporção foi na casa de milhares, em todos os aspectos.

O Pokémon GO, app que ‘acaba’ de chegar ao Brasil, já conquistou grande atenção da nossa imprensa e usuários na internet, sendo, nos últimos dias, o assunto mais procurado em indexadores e discutido em redes sociais.

AMIRRAIZAT / SHUTTERSTOCK.COMEm uma era de disputa de hardware e software, cloud e SaaS, entre Sony e Microsoft, a Nintendo mais uma vez se reinventa com o novo app, o Pokémon GO, utilizando o que a Geografia oferece de melhor como experiência para interação das pessoas, por meio de uma experiência que vai muito além do mundo virtual.

O filósofo Pierre Lévy afirma: “O digital e uso intensivo de computadores e redes proporciona uma nova dimensão de interação economicamente e socialmente tangível. O virtual redefine as noções de tempo, espaço e a própria noção de conhecimento”.

ENTRETANTO, O QUE ISSO QUER DIZER NA PRÁTICA?
Podemos até não perceber, mas, a cada dia, a cada novo game ou app, a Geografia está mais presente do que nunca, não apenas no seu sentido cartesiano de coordenadas, mas também dando vida e transformando tudo o que circunda a nossa sociedade.

Estamos vivendo uma mudança de cultura, e não somente uma moda, ou mesmo “geração X, Y, Z, SimCity, Minecraft…”. Sim, eu sou da “Geração SimCity”: planejamento, gestão, zoneamento, ordenamento territorial, mapas. Essas são as palavras- -chave de grande parte de meus artigos de mestrado/doutorado, mas também poderiam ser classificações do próprio SimCity. Zonas, quadras, análise de falta de bombeiros ou polícia, indústrias poluidoras nos limites da tela…

Esta nova “Geração Minecraft”, inundada de vídeos no Youtube, revistas e livros nas bancas e “até” na TV, constrói novas dimensões espaço-territoriais. De um lado, continuo a ouvir de alguns pais – e professores – que o Minecraft não faz sentido; contudo, há outros que conseguem vislumbrar algo mais do que “aquele joguinho estranho de blocos ao qual eles vivem jogando e assistindo”, como a Microsoft, que comprou a empresa criadora Mojang por US$ 2,5 bilhões.

Graças ao exponencial avanço tecnológico, vivemos em uma sociedade em rede, ágil e conectada. A cada dia, estamos nos apropriando mais e mais de ferramentas simples e acessíveis, como esses apps que revolucionam nossa forma de viver. Este é o caso do Pokémon GO, fruto do seu tempo-espaço.

… a Geografia está mais presente do que nunca, não apenas no seu sentido cartesiano de coordenadas, mas também dando vida e transformando tudo o que circunda a nossa sociedade.

De qualquer modo, vale destacar que apesar do boom deste app, os Sistemas de Localização e os Sistemas de Informações Geográficas já vêm sendo usados há décadas por especialistas, ou mesmo #GeoGeeks em ferramentas desse tipo que visam a aproximar pessoas baseadas em dados geográficos. E notem como eles modificam nossa sociedade, trazendo, por exemplo, impactos na saúde pública – como o Tinder, um app tão geográfico quanto o Pokémon GO, responsável por, ao menos, seis surtos de sífilis na Grã-Bretanha.

É por isso que, para muitos, a novidade é “ser Pokémon”, mas a realidade é que jogos deste tipo já existiam até mesmo no Garmin eTrex, ainda sem realidade aumentada, mas com labirintos virtuais e outros.

Conforme apelidou o professor Rui Azevedo, na atual era da “Sociedade da Inteligência Geográfica”, ou “Sociedade Geo”, interagimos com dispositivos e sistemas integrados e interligados por meio de redes de informações, em que a relação não é somente homem-máquina, mas uma relação cidadão-sociedade-tecnologia, na qual é possível a utilização de smartphones, redes sociais e colaborativas, softwares e aplicativos de baixo custo, ou mesmo de padrões abertos.

ANÁLISE ESPACIAL 
Se, antes, falar sobre Geoprocessamento, SIG, Sensoriamento Remoto e Sistemas de Localização (como o GPS) era algo complicado, que envolvia entender sobre configurações de hardware, software e estava restrito a um pequeno número de superespecialistas, hoje, as tais tecnologias estão cada vez mais intuitivas e disponíveis no dia a dia de qualquer cidadão que acompanha desde a previsão do tempo até a criação de rotas de suas viagens, bem como das empresas e dos governos que devem se apropriar delas para o entendimento e a tomada de decisão e de ações territoriais.

Entretanto, como vamos nos apropriar dessas tecnologias ligadas à chamada “Análise Espacial”? Vivemos um momento que não poderia ser mais propício. Isso porque a multiplicidade de sistemas e de sensores remotos, a facilidade no uso de ferramentas cartográficas e a necessidade do homem em ser, estar e se localizar nos permitem usos e abusos do Geoprocessamento.

A Geografia das Coisas, na Era da Consumerização e da Transformação Digital, vai muito além da Internet das Coisas: não estamos falando somente de uma rede de sensores e dispositivos interligados. Estamos falando de uma nova forma de viver, na qual não apenas estamos inseridos literalmente no espaço, como também esse mesmo espaço modifica a nossa forma de viver.